Contribuições esquecidas, acordos mal entendidos, decisões que fecham portas para sempre. Entender sua situação hoje pode mudar completamente o que você vai receber amanhã.
Situação 1: "Trabalhei no Japão por anos, mas nunca parei para pensar se esse tempo conta para minha aposentadoria no Brasil."
Situação 2: "Saquei o valor que tinha acumulado no Japão antes de voltar. Na época parecia a decisão certa."
Situação 3: "Ouço coisas diferentes de pessoas diferentes — alguém disse que o tempo no Japão conta, outro disse que não. Não sei em quem confiar."
Situação 4: "Continuo pagando INSS no Brasil, mas nunca calculei se estou pagando o valor certo ou aproveitando tudo o que posso."
Situação 5: "Tenho pouco tempo de contribuição no Brasil e não sei se o período que trabalhei no Japão pode me ajudar a me aposentar."
Se você se identificou com qualquer uma dessas situações, sua situação previdenciária merece uma análise — antes que alguma porta se feche sem você saber.
O sistema previdenciário brasileiro já é complexo por si só. Para quem viveu no Japão, ele tem ainda mais camadas:
- Um acordo internacional entre Brasil e Japão que a maioria nunca ouviu falar
- Regras sobre o que conta e o que não conta como tempo de contribuição
- Decisões que, uma vez tomadas, não têm como voltar atrás
Não é culpa sua não saber. Mas deixar para depois — quando alguma janela já fechou — é o erro que mais vejo acontecer.
Cada caso é único. Mas na maioria das vezes, uma análise da situação previdenciária revela:
- Tempo de contribuição que estava sendo ignorado
- Caminhos disponíveis que a pessoa não sabia que existiam
- Erros que ainda dão para corrigir — se descobertos a tempo
- Decisões que precisam ser tomadas agora, antes que o prazo passe
Esclarecer sua situação não é luxo. É o primeiro passo para não se arrepender depois.

Denis Kuroki (OAB/SP 375.615) é advogado especialista em Direito Previdenciário com foco exclusivo em brasileiros no Japão. Viveu no Japão e conhece na prática o que está em jogo — os prazos que ninguém avisa e as portas que fecham sem volta.
Não. Sem contribuição registrada ao nenkin, o período não conta — independentemente do que você tenha ouvido. Se houver qualquer dúvida, o próprio Nenkin pode confirmar sua situação contributiva diretamente.
Sim. O acordo soma apenas períodos contributivos. Se você não pagou, esse tempo não existe para fins de aposentadoria no Brasil. Descobrir agora é melhor do que ser surpreendido quando você já contava com esses anos.
Sim — e este é um dos erros mais graves e irreversíveis. Ao sacar o shakai hoken, você abre mão do histórico contributivo japonês. Isso pode eliminar anos de aproveitamento pelo acordo internacional. Muitos fizeram isso sem saber das consequências.
Sim — existe um Acordo Internacional entre Brasil e Japão em vigor desde 2012 que permite isso. Mas há condições e limitações importantes. Nem todo mundo se beneficia da mesma forma, e algumas decisões podem eliminar essa possibilidade.
Mito. O acordo vigora desde 2012, mas aproveita contribuições anteriores. O que precisa ser verificado é se esses períodos estão devidamente registrados — e erros no CNIS fazem períodos simplesmente sumirem do histórico.
Depende. Pagar o INSS é necessário, mas o valor e a forma de contribuição podem ser ajustados dependendo do seu objetivo. Muitas pessoas pagam mais do que precisam — ou menos do que deveriam.
Cada brasileiro que viveu no Japão tem uma história diferente — e um caminho diferente pela frente. O que funciona para um pode não funcionar para outro.
O único jeito de saber o que está disponível para você é analisar a sua situação concreta — suas contribuições, seus períodos, suas decisões já tomadas.
Esse é o primeiro passo. E ele não precisa ser complicado.


Denis Kuroki (OAB/SP 375.615) é advogado especialista em Direito Previdenciário com foco exclusivo em brasileiros no Japão. Viveu no Japão e conhece na prática o que está em jogo — os prazos que ninguém avisa e as portas que fecham sem volta.
